Bloco de Esquerda exige um melhor serviço de limpeza urbana e recolha de resíduos.

No 4º ponto da Assembleia Municipal do dia 30 de junho de 2026, discute-se uma proposta da Câmara para lançar um concurso no âmbito da aquisição de serviços de recolha e transporte de resíduos urbanos e limpeza urbana. Bloco exige que seja um serviço melhor que o atual, onde lixo vai parar ao rio, e onde se exige maior fiscalização.

Estamos a discutir um contrato de mais de 4,4 milhões de euros para a recolha de resíduos e limpeza urbana nos próximos três anos. É dinheiro dos torrejanos, é um serviço pago juntamente com o serviço de água, por isso, o que vier a ser contratado não pode reproduzir o que temos hoje. Hoje somos mal servidos.

À terça-feira o mercado quando termina, o recinto fica entregue à sujidade, os plásticos voam, acabam dentro do Rio Almonda. Não é aceitável. Um contrato desta dimensão tem de incluir obrigações imediatas de limpeza do espaço do mercado e de toda a zona envolvente assim que a actividade encerra. O que acontece actualmente é uma vergonha para a cidade e um atentado a um rio que já sofre demasiado.

Há uma verba de 92 mil euros prevista para a compra de contentores novos. Contentores novos ficam a cheirar mal se não forem lavados. A higienização regular dos contentores para além de ser uma obrigação contratual, tem de ser acompanhada de uma fiscalização apertada.
A Câmara Municipal não tem exercido adequadamente o acompanhamento e fiscalização que se impõe a este serviço.

O sistema de recolha seletiva porta a porta tem de ser o principal objetivo a atingir em todo o concelho, essa é a garantia de termos ruas mais limpas, espaços públicos mais agradáveis, separação de residuos e maior valorização dos mesmos. O final deste mandato deveria ser a meta para atingir esse objetivo.
A recolha seletiva porta a porta implica outros prestadores, mas tem de ser incluida no mesmo debate.