Bloco de Esquerda reitera a importância dos espaços verdes e das árvores em particular no debate sobre o Regulamento Municipal de Gestão do Arvoredo em Meio Urbano
O regulamento agora em debate tem uma importância particular pelo contexto que atravessamos, alterações climáticas significativas que urge combater, encontrar as politicas adequadas para mitigar as ondas de calor que como se verifica são cada vez mais frequentes.
O regulamento assinala esse facto e chega mesmo a contrapor a criação de ilhas de sombra às ilhas de calor, a promoção de zonas de ensombramento e de criação de bosques e bosquetes como forma de assegurar zonas de maior conforto térmico.
Este é um novo desafio para os departamentos de urbanismo dos municípios, para os arquitetos urbanísticos e ambientais, é preciso uma nova visão para os espaços ajardinados e para os projetos de urbanização, repito, uma nova visão para os jardins e para todos os projetos urbanísticos.
O BE espera que este regulamento ainda venha a tempo de salvar as árvores majestosas e o arvoredo em geral no Carreiro das Cobras. A acontecer estaremos a assistir a um novo paradigma na politica urbanística local.
Não se pode repetir mais o que temos vindo a fazer, vejam-se os casos do mais recente jardim no parque com uma área enorme vazia onde deveriam estar árvores, que mitigassem as altas temperaturas, ou o caso do parque de estacionamento nos Riachos, situação naturalmente a evitar e a corrigir.
Outro aspeto interessante é a forma como tratamos as árvores, ou melhor o abate de árvores como se elas tivessem vontade própria, dedicam-se 8 artigos só para o abate , porque estão próximas dos prédios, porque estão próximas das estradas, porque retiram a visibilidade para o transito circular, por motivos de obras, etc. , ------- as árvores estão lá porque alguém lá as colocou e colocou as árvores erradas, ou seja não há planeamento e não tem havido sensibilização para esta vertente da politica autárquica.
Por ultimo um aspeto curioso no mínimo, é que no meio de várias listas de árvores autóctones e outra exóticas, a árvore de Torres Novas desapareceu, a figueira de figos pretos ou outras nunca aparecem, pergunto quando se pretender embelezar uma praça ou uma rotunda com uma figueira, estamos impedidos de o fazer?