Os problemas nas estradas e a carência económica das famílias em Torres Novas: os assuntos que Diogo Gomes trouxe para o PAOD na Assembleia Municipal de 27 de Fevereiro.
Cumprimento o Sr. Presidente, restantes membros da mesa, Sr.Presidente e Sra.Vice Presidente da Câmara Municipal, membros desta assembleia, Público presente e Público que nos assiste online Deixo ainda um agradecimento aos trabalhadores que tornam esta assembleia possível.
Recebemos recentemente uma denúncia preocupante e detalhada sobre o estado da pavimentação da rotunda situada na Avenida João Paulo II, que dá acesso à A23.
Esta, que é uma das principais portas de entrada na cidade de Torres Novas, encontra-se atualmente num estado que só pode ser descrito como inaceitável, apresentando-se repleta de buracos e irregularidades profundas no pavimento.
Como alguém que faz aquele troço todos os dias, tal como centenas de outros munícipes que ali circulam para trabalhar ou deslocar as suas famílias, sinto na pele a insegurança da via. Não estamos apenas a falar de pequenos danos estéticos ou de conforto, estamos a falar de uma zona com um fl uxo constante de veículos pesados que, ao tentarem desviar-se das crateras ou ao embaterem nelas, tornam a circulação perigosa para os veículos ligeiros.
Já temos conhecimento da intenção do Sr. Presidente da Câmara em criar, fi nalmente, um plano de reabilitação da rede viária estabelecendo prioridades.
Saudamos esta iniciativa, que já há muito era reclamada pelo Bloco de Esquerda, mas esperamos que a sua execução seja célere.
É inadmissível que uma via com este volume de tráfego continue neste estado, provocando danos materiais nos veículos e colocando em causa a integridade física de todos.
Sublinho ainda a relevância do documento do Serviço de atendimento de ação social recentemente enviado. Os dados ali analisados desmontam, com factos, o populismo fácil que procura culpar os Imigrantes pelas difi culdades do concelho e do país.
A realidade é clara: dos 1.708 benefi ciários acompanhados em Torres Novas, 1.425 são cidadãos portugueses ou seja mais de 83% do total.
Os números não sustentam estas narrativas alarmistas.
O que verdadeiramente deve preocupar-nos são os 376 casos de carência económica extrema e as 136 famílias com graves dificuldades habitacionais.
Que respostas concretas estão a ser dadas às famílias que continuam a viver em condições indignas no nosso concelho?
É verdade que 45% dos apoios municipais destinam-se ao pagamento de rendas e cauções. Mas isto é apenas um alívio temporário.
Sr.presidente por último, tenho de voltar ao tema da rua 1º de dezembro, da última vez que aqui falei foi-nos dito que estaria para breve a remoção daquela grua, mas a verdade é que ela continua lá, e continua a ocupar o espaço público e o passeio. Os pẽoes continuam a ser obrigado a contornar ou passar para o outro lado da estrada pondo-se em riscos desnecessários.
Vamos continuar a permitir este estrangulamento da via no centro da cidade? E porque é que se mantém?
Obrigado