200 hectares de eucaliptos, saídas de emergência bloqueadas e desinformação nas redes, o BE foi à Assembleia Temática e não deixou nada por dizer

A Assembleia Municipal teve uma sessão extraordinária temática para debater a “Segurança e Criminalidade no Concelho de Torres Novas” e Diogo Gomes, eleito para a Assembleia Municipal, representou bem as preocupações da população.

Inicio a minha intervenção com algumas questões dirigidas primeiro aos representantes das Forças de Segurança.
 

É do conhecimento geral que as redes sociais amplificam exponencialmente boatos e narrativas de insegurança, já o experienciamos em torres novas no passado. A primeira questão do Bloco é a seguinte: está a ser equacionada uma estratégia de proximidade e monitorização destas situações, acompanhada de comunicação oficial que desminta ativamente a desinformação que circula?

Uma vez que o policiamento de proximidade foi referido, gostaríamos de perceber porque é que esse programa ainda não avançou de forma concreta.

As minhas restantes questões destinam-se ao representante da Proteção Civil.

Torres Novas conta com dois parques de estacionamento subterrâneos: no TorresShopping e o Parque Almonda. Começo precisamente por este último.
O Parque Almonda tem apenas uma entrada e uma saída, situadas em andares distintos. Sabemos que o automóvel ocupa hoje um papel central na vida quotidiana das pessoas e que, em situação de emergência, como um incêndio, o impulso natural é tentar salvá-lo. Ora, esta saída única torna-se manifestamente insuficiente numa evacuação de emergência, agravada pelo facto de ser extremamente estreita no final. Acresce ainda um problema recorrente: a rua de sentido único afeta à saída do parque encontra-se frequentemente com veículos estacionados. Em condições normais, é um inconveniente; numa emergência, pode ser um obstáculo ao salvamento de bens e pessoas. Não seria importante proibir o estacionamento nesta rua, de modo a garantir uma saída desobstruída em caso de emergência?
Já o parque do TorreShopping sofre também de uma arquitetura centrada na entrada e não na saída, onde conta com 2 entradas de carros e apenas uma saída, com o seu interior estilo labirinto de forma a que possa confundir as pessoas em caso de emergência.

A segunda questão prende-se com a mancha florestal que envolve a Meia Via, mais de 200 Ha. A vegetação dominante - eucalipto e pinheiro, espécies de elevada inflamabilidade. Na revisão do PDM foi feita a proposta pelo BE para que essa mancha fosse classificada como Espaço Florestal de Proteção e Conservação, em vez de Espaço Florestal de Produção, faz toda a diferença. Uma coisa é viver com 200 hectares de eucaliptos e pinheiros à porta, outra bem diferente são sobreiros, oliveiras ou azinheiras. Não será do interesse da Proteção Civil analisar esta situação e jogar pelo seguro, pela prevenção?
Obrigado.