Bloco apresenta algumas questões relativamente às novas construções no Centro Histórico de Torres Novas

Na Assembleia Municipal de 30 de junho, O Bloco afirma que em 2017 foram concebidos os documentos que estabelecem a forma de planeamento da construção no Centro Histórico da cidade, porém as recentes construções, com pouco estacionamento relativamente ao número de habitações, poderá agravar o fluxo do trânsito no centro da cidade, onde o estacionamento já é reduzido.

Aproveitamos este ponto, para colocar algumas preocupações relativamente às novas construções no centro histórico da cidade.

Sempre entendemos que a intervenção nesta zona tão sensível deveria obedecer a um planeamento rigoroso, conjugando as várias questões que ali se cruzam.
Torres Novas até tem um documento com esse planeamento. Feito pelos técnicos da Câmara, amplamente debatido e com consulta pública muito participada.
Corria o ano de 2017 e falo da Área de Reabilitação Urbana (ARU-Centro Histórico) e da Operação de Reabilitação Urbana (ORU-Centro Histórico). De repente este documento foi para o caixote do lixo ou para uma gaveta muito funda.

O prédio que hoje se apresenta está lá, mas o prédio do gaveto da rua Actriz Virgínia, que hoje já falámos, não está.
Estava previsto uma praceta.

O centro histórico precisa de espaços para respirar, precisa de harmonia, e de muito mais, eu bem sei, mas hoje não dá para falar de tudo.
Trago isto ao debate para que este novo edifício tenha em consideração nomeadamente o estacionamento e mesmo um espaço verde nas traseiras.

O caso do edifício laçarote onde se construíram 11 habitações mas apenas 4 garagens não pode repetir-se sob pena de virmos a agravar ainda mais o trânsito, o estacionamento ou a falta dele e a confusão instalada, isto é o contrário de um Centro Histórico adequado aos nossos tempos. Sem planeamento arriscamo-nos a juntar mais problemas aos que já existem.
E sugiro que se revisitem os documentos de que falei.