O Bloco reiteira a complexidade que envolve a construção e toda a gestão da Comunidade de Energia Renovável no Médio Tejo.

"Bem sabemos que urge promover formas alternativas de gerar energia (...) mas isso não significa aprovar de cruz um documento com 278 páginas e de grande complexidade técnica.", declara Diogo Gomes na Assembleia Municipal de 23 de Abril de 2026.

Senhor Presidente,

O assunto que nos é apresentado e que visa a delegação de competências do Município na CIM-Médio Tejo com vista à conceção, construção, manutenção e gestão do sistema intermunicipal de auto-consumo de energia do Médio Tejo, com a constituição de Comunidades de Energia Renovável – CER, é um assunto novo para muitos de nós, complexos e cuja abrangência e forma de organização e gestão nos levanta dúvidas nesta fase.

Nos documentos não está absolutamente claro quem vai usufruir da energia produzida no CER, inclui todos os consumidores particulares? E se sim, está garantida a tarifa social?
Não sabemos onde vão ser colocados os painéis para produção de energia
Não está claro quem são os beneficiários finais.
Assim como o porquê da opção por uma concessão a privados deste projeto
Senhor Presidente, este assunto foi debatido numa reunião privada da Câmara Municipal impossibilitando eventuais esclarecimentos.

É pedido o nosso voto para a delegação de competências na CIM para um projeto de envergadura, cujo impacto financeiro de cerca de 9 milhões de euros chegará ao ano de 2046.
Bem sabemos que urge promover formas alternativas de gerar energia, com especial enfoque na energia solar, mas isso não significa aprovar de cruz um documento com 278 páginas e de grande complexidade técnica.
Se o senhor Presidente estiver na disposição de retirar o assunto para proceder a uma apresentação mais detalhada que possibilite um voto mais consciente será bastante positivo.
Obrigado

Diogo Gomes

Fotógrafo/Videógrafo e Membro da Assembleia Municipal de Torres Novas