O primeiro orçamento deste novo ciclo autárquico é a prova dos nove

Autarca. Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Torres Novas.

Orçamento que não olhe de frente para o direito à habitação (...) não é orçamento para o povo.

Veremos o que aí vem, uma coisa é certa, orçamento que não olhe para o TUT e para o futuro da mobilidade urbana sustentável no território concelhio, assegurando um serviço de qualidade que passa, necessariamente, pelo aumento de autocarros a circular e alargando  o seu âmbito territorial, não é um orçamento para o povo.

Orçamento que não olhe de frente para o direito à habitação respondendo às necessidades prementes neste setor com aumento de oferta de casas públicas e ao mesmo tempo combatendo o abandono de imobiliário que depressa atinge o estado de ruínas, não é orçamento para o povo.

Orçamento que não olhe para o espaço público para o acarinhar, para lhe dar a dignidade que merece, desde a limpeza ao ordenamento do território passando pelo trânsito ou pelo espaço ajardinado, não é um orçamento do povo.

Orçamento que não perspetive respostas para os anos próximos em áreas como o apoio às famílias jovens, com creches públicas ou o investimento, tão necessário e urgente, no mercado municipal antes que este fique reduzido a meia dúzia de vendedores e ao respetivo decréscimo de frequentadores, não é o orçamento que o povo precisa.

Os orçamentos são muito mais coisas, mas os orçamentos acolhem as escolhas políticas, as prioridades, são opções feitas de acordo com as verbas disponíveis e neste próximo orçamento os responsáveis políticos camarários não têm por onde se queixar no que respeita às receitas.

Crónica de opinião publicada no 'Jornal Torrejano'